Vacinação contra Covid está abaixo da meta entre o público com comorbidades no Tocantins

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Mais de 27 mil pessoas ainda não se vacinaram. Grupo está entre os que têm maior chance de adquirir a forma grave da Covid-19. No TO, 24% das pessoas com comorbidades ainda não receberam a 1ª dose
A vacinação contra o coronavírus para o grupo de comorbidades está abaixo do esperado no Tocantins. A meta no Plano Estadual de Vacinação era vacinar 116.767 pessoas, mas até esta quarta-feira (15) o número de primeiras doses aplicadas estava em 89.145. Esse grupo está entre os que têm maior chance de adquirir a forma mais grave da Covid-19.
A vacinação no Tocantins começou ainda em janeiro. Desde então o estado conseguiu alcançar 100% da meta em alguns públicos, como no caso dos profissionais da saúde.
A previsão da Secretaria de Estado da Saúde era de imunizar pouco mais de 40 mil (40.626) trabalhadores do setor, mas os números apontam quase 59 mil primeiras doses aplicadas, 45% a mais do que o objetivo inicial.
Desse total, a maioria concluiu a imunização com a segunda dose ou dose única. A Maria da Conceição Bastos é enfermeira e está totalmente imunizada.
“Eu tomei nessa data porque eu faço parte da linha de frente, sou enfermeira do controle hospitalar. No momento em que eu recebi minha primeira dose foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Me senti realizada por estar sendo imunizada. Já recebi também é segunda dose”. comemorou.
Entre os profissionais da educação, o índice de trabalhadores alcançados com a primeira dose, quase 42 mil (41.604), também foi maior do que o previsto inicialmente. A meta era de pouco mais de 31 mil pessoas.
Vacinas contra Covid estão disponíveis em unidades de saúde de Palmas
Raiza Milhomem/Prefeitura de Palmas
Mais da metade tomou a segunda dose, como a professora Evelin Denise. “Quando tomei eu senti um alívio muito grande como se esse pesadelo, que é a pandemia, estivesse prestes a terminar. Eu já tomei minha segunda dose e fiquei mais aliviada ainda”, disse.
Os grupos prioritários são formados por pessoas que têm maior chance de desenvolver a forma grave da doença ou que ajudam na preservação do funcionamento de serviços essenciais. A médica infectologista Sylvia Lemos alerta que a vacinação é um dever coletivo.
“Vacinas salvam vidas. Ao tomar uma vacina o problema não é só seu, individual, mas é coletivo porque nós estamos também protegendo as outras pessoas que estão convivendo ao nosso redor. Portanto, vacine-se e se ainda não fez a segunda dose, por favor, vá. Ainda existem muitas pessoas que não estão tomando a segunda dose”, disse.
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Fonte: G1 Tocantins